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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

PELA PRIMEIRA VEZ, LULA ADMITE SER CANDIDATO

FONTE: Brasil 247

Ricardo Stuckert:

Sem mencionar denúncias de Marcos Valério sobre seu envolvimento no mensalão, ex-presidente disse em Paris que espera contar com o voto daqueles que um dia tiveram medo dele, mas que nunca ganharam tanto dinheiro como em seu governo; a interlocutores, Lula tem dito que 'não vai permitir que o STF escreva o último capítulo de sua biografia'

247 - Em Paris, ex-presidente Lula admitiu, pela primeira vez, ser candidato à Presidência da República. "Espero que, se um dia eu voltar a ser candidato, eu tenha o voto deles que não tive nas outras eleições. Todos tinham medo de mim. Aqui tem empresários que certamente não votaram em mim por medo. Hoje, olho com orgulho, porque eles nunca ganharam tanto dinheiro, cresceram tanto e geraram tantos empregos como no meu governo", disse o ex-presidente durante palestra no fórum que eu instituto co-organizou, nesta quarta-feira. Declaração foi feita um dia após vir à tona depoimento em que o empresário Marcos Valério o acusa de envolvimento direto no mensalão.
Sem mencionar as denúncias feitas pelo empresário, Lula também fez uma crítica à imprensa nesta quarta-feira. "Quando político é denunciado, a cara dele sai noite e dia nos jornais. Vocês já viram banqueiro nos jornais? São eles que pagam as publicidades da mídia", disse o ex-presidente.
A interlocutores, ex-presidente tem dito a seguinte frase: "não vou permitir que o STF escreva o último capítulo da minha biografia".
Leia reportagem do Instituto Lula sobre a palestra:
Instituto Lula - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (12) em Paris que a crise internacional abre uma oportunidade para que os governantes assumam responsabilidades e tomem decisões que há tempos deveriam ser tomadas. "Essa crise está nos chamando para as grandes decisões políticas que desaprendemos a tomar depois de um longo tempo de bem-estar social", disse Lula. O ex-presidente destacou que a nova geografia política do mundo deve ser respeitada e refletida nos organismos multinacionais e questionou até mesmo a aceitação do dólar como moeda padrão internacional. "É preciso dar mais representatividade e democratizar mais a ONU para que possamos efetivamente nos valer dela". O ex-presidente Lula e o ex-primeiro ministro francês Lionel Jospin fizeram as falas de encerramento do “Fórum pelo progresso social. O crescimento como saída para a crise”, organizado pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès, em Paris.
Em um discurso de improviso e bem-humorado, Lula levantou risos da plateia em vários momentos e foi aplaudido dez vezes durante sua fala, de cerca de uma hora e vinte minutos. Lula lembrou que no Brasil durante muito tempo foi aceita a ideia de que era preciso primeiro deixar o bolo crescer para depois dividi-lo. "Só que, no meu país, o bolo cresceu várias vezes, algumas pessoas comeram, e outras continaram com fome. Nós provamos que dividir o bolo era fazê-lo crescer. Era preciso distribuir para crescer". O ex-presidente se disse orgulhoso por ver que seu governo conseguiu provar que era possível aumentar salários e recuperar a renda sem aumentar a inflação. "Não quero dar palpite para a França ou para a Europa, quero mostrar o que fiz no Brasil".
O discurso do ex-presidente vai ao encontro dos debates abertos pelo presidente francês François Hollande e pela presidenta Dilma Rousseff e que envolveram intelectuais e políticos de diversos países. Durante as mesas de debate, o tema da necessidade de uma nova governança internacional, que dê espaço para os países em desenvolvimento e para mais atores internacionais foi uma constante, assim como a chamada para a defesa do emprego e o estímulo ao crescimento como medidas de superação da crise internacional.
Lula lembrou, por exemplo, que saiu muito otimista da reunião do G20 em Londres, em 2010. "Foi a melhor reunião que o G20 já tinha feito". Lula leu várias das decisões daquele encontro, que definiam exatamente a necessidade de preservação do emprego e do crescimento como armas de combate e crise e ainda previam a necessidade de regulamentação do sistema financeiro e de reestruturação dos organismos decisórios internacionais. "O problema do G20 não é falta de decisão. Mas, quando os presidentes voltaram a seus países, nada foi feito", lamentou, lembrando que as eleições nacionais e locais acabaram engessando muitos governantes. "A única coisa que não está globalizada é a política que continua subordinada às decisões eleitorais de cada país", completou.
Ao final de sua fala, Lula voltou a dizer que esta não é uma crise causada pelos trabalhadores e que é injusto que eles paguem, com desemprego e recessão, por ela. E elogiou Dilma e Hollande porque, no lugar de escolher um encontro entre presidentes, aceitaram ampliar o debate, nesta conferência organizada pelo Instituto Lula e pela Fundação Jean-Jaurès. "Vamos ouvir todo mundo, não tem problema que tenha gente mais radical, menos radical. Sabe por quê? Porque essa crise não é minha nem sua, é da responsabilidade de gente que a gente nem conhece", lembrando que nunca viu cara de banqueiro no jornal "porque são eles [os banqueiros] que pagam as propagandas que saem lá".

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Olívio Dutra: “o PT está virando um partido de barganha como todos os outros”


FONTE: sul21.com.br
Se a direção nacional e gaúcha do PT tem uma avaliação de que as eleições municipais de 2012 foram apenas positivas pelo aumento do número de prefeituras em relação ao último pleito, um quadro de força política relevante do partido discorda. O ex-governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra disse em entrevista ao Sul21 que o processo eleitoral deve servir como lição sobre os rumos da identidade do PT.
“O PT tem mais se modificado do que modificado a sociedade. Este é um grande problema nosso. Estamos ficando iguais aos partidos tradicionais. Nós não nascemos para nos confirmarmos na institucionalidade e viver da barganha política”, critica. Para Olívio, a sigla que nasceu da luta dos trabalhadores e acumula tradição em formação política e diálogo com os movimentos sociais está se afastando de sua origem. “Não podemos ser o partido da conciliação de interesses. Temos que ser o partido da transformação social. Evidente que não sozinho, mas com alguns em que possamos apresentar projetos de campos populares democráticos”, diz.
A política de colaboração de classes adotada pela direção do Partido dos Trabalhadores a partir da eleição do Lula, em 2002, conduz o PT, na visão de Olívio Dutra ao distanciamento dos ideias petistas que constituíram o partido. “A esquerda do PT, PSTU e PCO devem ao país. Temos que nos unir e não ficar disputando dentro do próprio PT. As correntes internas que antes discutiam ideias agora discutem como se fortalecer e buscar cargos e eleições de seus quadros. Isso é preocupante”, afirma.
Ainda que as considerações do ex-ministro de Lula apontem para um cenário crítico internamente, ele acredita que o PT ainda tem raízes de sustentação que o permitem fazer uma boa reflexão sobre esta transformação política. “Aprendemos mais com as vitórias do que as derrotas. Representamos uma enorme transformação para o povo brasileiro, mas há que se perguntar se conseguimos mudar substancialmente as estruturas do estado que promovem as desigualdades e injustiças no nosso país. Elas estão intactas, apesar de termos tido a oportunidade de estar no governo. O PT tem que ser parte de uma luta social e cultural agora, e não se dispor a ficar na luta por espaços e no afastamento dos movimentos sociais”, salienta.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Partido dos Trabalhadores e Batalhadores por um País melhor


Venicio Siqueira
Bom dia amigos!!

Por Venicio Siqueira ( PT Mairinque )

Hoje nós militantes do Partido dos Trabalhadores e batalhadores por um País melhor amanhecemos de alma lavada, afinal foram meses de ataques à Instituição, que ajudou a mudar este Brasil.
Gente que sequer fez alguma coisa aos mais humildes, foram os maiores incentivadores destes ataques, com a complascência de um Judiciário acuado pela mídia e preocupado com a ascensão dos trabalhadores, que optaram por votar em virtude das formalidades legais, inclusive passando por cima do direito sagrado de se esgotar os meios de provas que simbolizam a AMPLA DEFESA, deixando inclusive de lado velho “ IN DUBIO PRO REO”.Qual foi o maior pecado de Zé Dirceu e Cia? A meu modo de ver, o “CAIXA DOIS”, tão institucionalizado na Administração Privada e nos meios POLITICOS, talvez tenha sido o maior erro, mas se assim agiram devem agora, penalizar tantos outros milhares de brasileiros que também operam desta forma.Os Doutos Ministros , deram exemplo, 
em um Judiciário, com sérios problemas de funcionamento, mas não devemos esquecer que foram os mesmos que despojaram Indios Kaiowas Guaranis de suas terras, entre eles o polêmico Ministro Gilmar Mendes,sempre envolvido em assuntos complicados na vida de um magistrado, Cesar Peluzo( já de saída), Celso Mello e Marco Aurélio que sempre dão seus pitacos de forma política e agora o Ministro alçada a Herói Nacional Joaquim Barbosa.Os ataques a instituição foi algo grosseiros, pois ofender milhares de militantes , os colocando como quadrilheiros, ora Senhores Ministros, os limites da opinião pessoal foram estrapolados e por fim não surtiram efeitos, haja vista que o povo respondeu nas urnas e o Partido dos Trabalhadores foi quem mais ganhou prefeituras nestes País afora, saiu vitorioso em centros importantes e no Estado de São Paulo, ganhou nas maiores cidades, mostrando a força do velho e bom PT, surgido nos 80. Agora é juntar as coisas boas e rever os erros , pois o Palácio dos Bandeirantes nos aguarda na ânsia de quem mudou este País com um Metalúrgico e também vai impor a este Estado um governo dos Trabalhadores. Agora é o Governo Federal continuar com sua política de melhor aplicação dos recursos sociais, combater esta inflação que não é resultado de nossa política pública e sim uma crise mundial. Parabéns aos eleitores deste Brasil afora , PARABÉNS DEMOCRACIA, POIS SOMENTE DESTA FORMA VAMOS ATINGIR UM PAÍS DECENTE , HUMANO, COM POLITICAS PÚBLICAS VOLTADAS AOS MAIS NECESSITADOS!! Avante Brasil, Avante São Paulo que a ONDA VERMELHA SE APROXIMA e PARTIDO, PARTIDO É DOS TRABALHADORES.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Dilma é a terceira mulher mais poderosa do mundo no ranking da revista Forbes



Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff foi apontada, pelo segundo ano consecutivo, como a terceira mulher mais poderosa do mundo no ranking da revista norte-americana Forbes, divulgado hoje (22). Dilma fica atrás da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.
A presidenta brasileira ilustra a capa da Forbes e é apresentada em longa reportagem como uma líder que valoriza o empreendedorismo e que tem apostado nessa ferramenta para melhorar índices econômicos e sociais do país em seus quase dois anos de mandato.
“Nenhum outro Bric [grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] equilibra riqueza e democracia generalizada tão bem. Metade da população do Brasil hoje ocupa a classe média”, diz o texto.
Na reportagem, a publicação traça uma trajetória da vida política de Dilma e relembra os anos em que a presidenta foi presa pela ditadura militar, de onde saiu mais “pragmática”, segundo os autores do texto.
A revista cita os elevados índices de popularidade da presidenta entre os brasileiros, mas aponta os desafios de Dilma, entre eles o risco de inflação e a corrupção, que já derrubou seis ministros de seu governo.
Além da presidenta, mais duas brasileiras estão no ranking das 100 mulheres mais poderosas do mundo: a presidenta da Petrobras, Graça Foster, que aparece na 20ª posição, e a modelo Gisele Bündchen, em 82° lugar.
 
Edição: Rivadavia Severo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Rui Falcão elogia ações do governo para crescimento, estabilidade e inclusão social


FONTE: ruifalcao.com.br



Confira a íntegra da nota:
O Partido dos Trabalhadores saúda o lançamento do Programa de Investimentos em Logística – Rodovias
É um plano ambicioso, que prevê investimentos de R$ 133 bilhões em nove trechos de rodovias e ferrovias.Trata-se de um programa complementar ao PAC e uma continuação da política implementada durante o governo Lula, baseada no tripé crescimento, estabilidade e inclusão social.
Este programa corrige uma série de equívocos cometidos na privatização de ferrovias e rodovias nos governos FHC. Não haverá mais monopólios privados no transporte de cargas. Nao haverá pedágios escandalosos e extorsivos. A recém- criada Empresa Brasileira de Logística irá assegurar a regulação do poder publico, fortalecendo o planejamento, estruturando projetos e acompanhando investimentos.
Ao contrário do que ocorreu nos governos FHC, o governo Dilma não está se desfazendo de patrimônio público para acumular caixa ou reduzir dívida—que, aliás,  cresceu com os tucanos no poder. Está, isto sim, realizando parcerias com empresários para ampliar a infraestrutua do país e beneficiar a população, gerar empregos e fortalecer a economia nacional.
Neste momento de crise internacional, nosso governo mostra que a saída é mais desenvolvimento, mais empregos e mais inclusão social. Este é o caminho do Brasil. Este é o caminho do PT.
Rui Falcão, presidente nacional do PT.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

FHC aposta no “mensalão” contra a superioridade histórica de Lula


FONTE: 



Eduardo Guimarães em seu Blog da Cidadania

Aparentemente, Fernando Henrique Cardoso é um homem feliz. A mídia aliada o retrata sempre satisfeito e sorridente enquanto tece loas a seu desastroso período à frente do governo do País. Todavia, é um homem magoado e frustrado com o registro que a história e a voz do povo, que só as urnas expressam com clareza, fazem de sua atuação como presidente.
Uma década após ter sido virada a página daqueles oito anos de crises incessantes, de desemprego, de quebradeiras, de descrédito internacional do Brasil, de aumento da violência e da criminalidade, de caos na educação e na saúde e até de aumento da pobreza e da desigualdade, tentam reescrever a história. Contudo, tem sido em vão.
A maior prova de que dez anos foram tempo insuficiente para o povo brasileiro esquecer o que foi a era FHC está na última eleição presidencial, na qual, como em todas as eleições presidenciais anteriores desde 2002, o candidato do PSDB da vez (José Serra) tentou esconder o ex-presidente da República de seu partido de forma que o eleitorado não o associasse a ele.
Eis que, no âmbito do julgamento do “mensalão do PT”, o ressentido ex-presidente vê a oportunidade de tisnar o período presidencial que sucedeu ao seu e que, de forma diametralmente oposta, recebeu dos brasileiros toda a aprovação possível e imaginável.
Quase dois anos após ter deixado a Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva ainda é objeto da admiração e do respeito do povo ao ponto máximo, a um ponto tão alto que pesquisa de opinião do instituto Sensus recém-divulgada mostra que nada mais, nada menos do queSETENTA POR CENTO dos brasileiros querem que Lula governe de novo o Brasil.
FHC, então, sempre contando com uma literal tentativa de fabricação da realidade por uma mídia que cooptou durante seu governo, acaba de declarar publicamente que condenações no julgamento do “mensalão” irão “manchar” o governo daquele que o sucedeu na Presidência da República.
De onde o ex-presidente tucano tirou isso? De alguma pesquisa de opinião? De alguma pitonisa? Nada disso: tirou essa hipótese de seus desejos mais recônditos de ao menos minimizar o êxito espantoso que ao menos o povo brasileiro e o mundo atribuem a Lula e ao seu período histórico na Presidência da República.
O que será registrado nos livros de história sobre esses dois períodos de governo tão distintos, a retórica dos titulares dos governos entre 1995 a 2002 e entre 2003 a 2010 e dos aliados de cada um ou os fatos, ou seja, os resultados finais daqueles governos e a visão do povo sobre cada um deles?
A história registrará que não apenas Lula jamais teve fato que o desabonasse comprovado ou sequer analisado pela Justiça como legou à sucessora um país com a economia entre as mais organizadas do planeta e com uma situação social infinitamente melhor do que a do período que antecedeu seu governo pleno de êxitos e realizações que o mundo reconheceu.
Não é fácil reescrever história. Isso porque ela não é escrita só pelos grandes órgãos de imprensa ou por este ou aquele escritor ou historiador, mas por uma ampla coalizão de observadores entre os quais o povo é o protagonista. A história, por fim, é escrita pelos fatos. E são esses fatos que contrariam a esperança de FHC em uma farsa que ajudou a erigir.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Rui Falcão fala sobre o chamado “mensalão”


FONTE: www.pt.org.br

Rui Falcão, presidente nacional do PT (Foto:Ricardo Weg/PT)

Confira o pronunciamento do presidente nacional do PT sobre o julgamento do caso pelo STF


Está prevista para a próxima semana, o julgamento da Ação Penal 470, apelidada por um ex-deputado e pela mídia como “Mensalão”. O processo incluiu alguns militantes do PT, injustamente acusados por crimes cuja a comprovação não se sustenta na longa denúncia da procuradoria.
Em primeiro lugar, sempre afirmamos estar plenamente demonstrado nos depoimentos das testemunhas: não houve compra de votos no Congresso Nacional, tão pouco houve pagamento - nem mensal, nem a qualquer título - a parlamentares a votar a favor do governo.
Os repasses e recursos destinados a pagar despesas de campanha, de diretórios do PT e de partidos aliados, não guardavam relação com apoio a projetos do governo. Aliás alguns dos projetos foram aprovados com votos da oposição. Fica claro por tanto, que não houve o chamado mensalão.
Outro fato importante que eu quero destacar: não houve, da parte dos petistas denunciados, qualquer utilização de recursos públicos, nem recursos ilícitos. Foram empréstimos contraídos junto a bancos privados, que já foram quitados pelo partido.
Também achamos fundamental esclarecer outro ponto: Nenhum dos petistas acusados se beneficiou de qualquer recurso para fins pessoais, da mesma forma nenhum deles enriqueceu.
Por confiarmos nos militantes denunciados, por acreditarmos na sua inocência, queremos aqui expressar nossa solidariedade a todos eles e nesse momento vimos a público manifestar o nosso pleito por um julgamento justo. A despeito dos que clamam pelo linchamento moral, pela condenação política dos companheiros, nossa expectativa é outra. Esperamos que os ministros do STF, como é da tradição da corte suprema, firmem sua convicção e se pronunciem exclusivamente com base das provas dos autos.
(Assessoria Rui Falcão)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Revista Linha Direta: artigo do presidente Lula fala sobre o cenário eleitoral 2012


FONTE: www.pt.org.br

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/IL)

“A conquista de prefeituras é um passo importante para a consolidação de um modo de governar justo, inclusivo e transparente”, afirma o ex-presidente.


A nova edição da Revista Linha Direta (ano 21 – Nº 683), da Secretaria de Comunicação do PT-SP, traz um artigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nele, Lula fala de eleições municipais, políticas públicas e descentralização dos recursos da Educação e da Saúde, além da articulação das ações de infraestrutura entre os entes federativos, por meio do Programa de Aceleração do crescimento (PAC).
“A conquista de prefeituras é um passo importante para a consolidação de um modo de governar justo, inclusivo e transparente”, afirma o ex-presidente.
Lula ressalta que o momento eleitoral é ideal para avaliar tudo o que já foi feito pelos governos petistas. “É a ocasião em que todas as forças da sociedade se mobilizam num grande e democrático debate nacional”, finaliza.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PT lança Guia da Militância Digital


FONTE: www.pt.org.br
Material de apoio visa ajudar candidatos, assessores e militantes durante as eleições municipais de 2012

Para ampliar a comunicação direta entre candidatos, militantes e o público em geral, a Secretaria Nacional de Comunicação do PT lança site tutorial para formar internautas


Desde o dia 06, é permitida a propaganda eleitoral dos candidatos às prefeituras, vices e Câmaras de Vereadores nas eleições 2012, de acordo com a legislação eleitoral brasileira. Para apoiar candidatos (as), assessores e militantes durante este período, o Partido dos Trabalhadores (PT) lançou o Guia Digital do Militante, com dicas, regras eleitorais, material gráfico de apoio e outras ferramentas para facilitar o trabalho durante o pleito.

A ferramenta, projetada de forma autoexplicativa e com linguagem acessível, traz dicas sobre monitoramento – como medir o alcance do seu site ou blog, integração de conteúdo on-line e off-line e outras facilidades. Além disso, destrincha o uso das Redes Sociais, como criar perfis e como melhor utilizar durante o período eleitoral.

Outro foco importante da cartilha é a economia. No site os assessores e candidatos poderão baixar templates prontos para sites e blogs de campanha, customizar as Redes Sociais e aprender dicas para utilizar ferramentas gratuitas durante as eleições, e também fora delas.

O Guia Digital do Militante (www.guiadigitaldomilitante.com.br) poderá ser acessado pelos militantes que preencherem um cadastro específico do Partido, com nome, data de nascimento, telefone, e-mail, cidade e estado.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Combate à pobreza: “não vamos descansar enquanto não chegarmos a todos”


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“Sabemos que ainda existem mais brasileiros fora do cadastro do Bolsa Família, mas não vamos descansar enquanto não chegarmos a todos eles”, disse Dilma.
A presidenta Dilma Rousseff destacou nesta segunda-feira (28/05) os avanços conquistados pelo programa Brasil Sem Miséria, que completa um ano. 700 mil famílias na extrema pobreza, que não recebiam o benefício do Bolsa Família, foram descobertas.
Segundo a presidenta, nos primeiros 12 meses de ação a principal estratégia do governo foi encontrar parte da população que, mesmo tendo direito, ainda não recebia o Bolsa Família.
No programa semanal Café com a Presidenta, Dilma ressaltou que estas famílias que vivem no Semiárido, em grandes cidades brasileiras e nas florestas passaram a receber o benefício por meio da chamada busca ativa. “Sabemos que ainda existem mais brasileiros fora do cadastro do Bolsa Família, mas não vamos descansar enquanto não chegarmos a todos eles”, disse.
“Com o Brasil sem Miséria, estamos enfrentando o desafio de acabar com a extrema pobreza no país. Esse é o compromisso do meu governo, um compromisso que significa garantir renda, mas também garantir saúde, alimentação, água tratada, educação e qualificação profissional”, completou.
Segundo Dilma, o programa Brasil Carinhoso, lançado recentemente pelo Governo Federal, é a ação mais importante voltada para crianças pobres dentro do Brasil sem Miséria. A presidenta comentou também sobre o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec) e disse que 89 mil trabalhadores já foram matriculados em cursos de capacitação. “Realmente tivemos grandes conquistas, mas ainda temos muito o que fazer para dar mais oportunidades a todo o nosso povo. No Nordeste, por exemplo, estamos levando assistência técnica, sementes, recursos e o Programa de Aquisição de Alimentos para 250 mil agricultores familiares”, destacou.
Com informações da Agência Brasil
Leia a íntegra do Café com a Presidenta

domingo, 8 de julho de 2012

A força da imagem do PT



Ao contrário do que se costuma pensar, o sistema partidário brasileiro tem um enraizamento social expressivo. Ao considerar nossas instituições políticas, pode-se até dizer que ele é muito significativo.
Em um país com democracia intermitente, baixo acesso à educação e onde a participação eleitoral é obrigatória, a proporção de cidadãos que se identificam com algum partido chega a ser surpreendente.
Se há, portanto, uma coisa que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado. Conforme mostram as pesquisas, metade dos eleitores tem algum vínculo.
Seria possível imaginar que essa taxa é consequência de termos um amplo e variado multipartidarismo, com 29 legendas registradas. Com um cardápio tão vasto, qualquer um poderia encontrar ao menos um partido com o qual concordar. Mas não é o que acontece. Pois, se o sistema partidário é disperso, as identificações são concentradas. Na verdade, fortemente concentradas.
O Vox Populi fez recentemente uma pesquisa de âmbito nacional sobre o tema. Deu o esperado: 48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido. Mas 80% desses se restringiram a apenas três: PT (com 28% das respostas), PMDB (com 6%) e PSDB (com 5%). Olhado desse modo, o sistema é, portanto, bem menos heterogêneo, pois os restantes 26 partidos dividem os 20% que sobram. Temos a rigor apenas três partidos de expressão.
Entre os três, um padrão semelhante. Sozinho, o PT representa quase 60% das identidades partidárias, o que faz que todos os demais, incluindo os grandes, se apequenem perante ele. Em resumo, 50% dos eleitores brasileiros não têm partido, 30% são petistas e 20% simpatizam com algum outro – e a metade desses é peemedebista ou tucana. Do primeiro para o segundo, a relação é de quase cinco vezes.
A proeminência do PT é ainda mais acentuada quando se pede ao entrevistado que diga se “simpatiza”, “antipatiza” ou se não tem um ou outro sentimento em relação ao partido. Entre “muita” e “alguma simpatia”, temos 51%. Outros 37% se dizem indiferentes. Ficam 11%, que antipatizam “alguma” coisa ou “muito” com ele.
Essa simpatia está presente mesmo entre os que se identificam com os demais partidos. É simpática ao PT a metade dos que se sentem próximos do PMDB, um terço dos que gostam do PSDB e metade dos que simpatizam com os outros.
Se o partido é visto com bons olhos por proporções tão amplas, não espanta que seja avaliado positivamente pela maioria em diversos quesitos: 74% do total de entrevistados o consideram um partido “moderno” (ante 14% que o acham “ultrapassado”); 70% entendem que “tem compromisso com os pobres” (ante 14% que dizem que não); 66% afirmam que “busca atender ao interesse da maioria da população” (ante 15% que não acreditam nisso).
Até em uma dimensão particularmente complicada seu desempenho é positivo: 56% dos entrevistados acham que “cumpre o que promete” (enquanto 23% dizem que não). Níveis de confiança como esses não são comuns em nosso sistema político.
Ao comparar os resultados dessa pesquisa com outras, percebe-se que a imagem do PT apresenta uma leve tendência de melhora nos últimos anos. No mínimo, de estabilidade. Entre 2008 e 2012, por exemplo, a proporção dos que dizem que o partido tem atuação “positiva na política brasileira” foi de 57% a 66%.
A avaliação de sua contribuição para o crescimento do País também se mantém elevada: em 2008, 63% dos entrevistados estavam de acordo com a frase “O PT ajuda o Brasil a crescer”, proporção que foi a 72% neste ano.
O sucesso de Lula e o bom começo de Dilma Rousseff são uma parte importante da explicação para esses números. Mas não seria correto interpretá-los como fruto exclusivo da atuação de ambos.
Nas suas três décadas de existência, o PT desenvolveu algo que inexistia em nossa cultura política e se diferenciou dos demais partidos da atualidade: formou laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado. O petismo tornou-se um fenômeno de massa.
Há, é certo, quem não goste dele – os 11% que antipatizam, entre os quais os 5% que desgostam muito. Mas não mudam o quadro.
Ao se considerar tudo que aconteceu ao partido e ao se levar em conta o tratamento sistematicamente negativo que recebe da chamada “grande imprensa” – demonstrado em pesquisas acadêmicas realizadas por instituições respeitadas – é um saldo muito bom.
É com essa imagem e a forte aprovação de suas principais lideranças que o PT se prepara para enfrentar os difíceis dias em que o coro da indústria de comunicação usará o julgamento do mensalão para desgastá-lo.
Conseguirá?

quinta-feira, 7 de junho de 2012

QUE MENSALÃO ?




Nadir Cardozo Dos Santos
 No PT, desde a sua fundação, os filiados, os detentores de mandatos e os detentores de cargos públicos contribuem com uma porcentagem para a manutenção do Partido. Este dinheiro, conforme manda o estatuto partidário, é distribuído: nacional, estadual, regional e até zonal. Quando falta dinheiro, não só para a estrutura partidária mas para eventuais despesas de campanha, muitas vezes o PT recorre a empréstimos. Em 2005, a direita, descobrindo esta ajuda mútua entre as instâncias do PT, e também a candidatos da base aliada, coletou estas informações e tentou insinuar que o PT estava comprando deputados para votar a favor do governo. Apelidaram estes apoios financeiros internos de MENSALÃO. No caso dos empréstimos, está lá registrado no banco o nome, endereço, número dos documentos etc.etc de quem sacou o dinheiro (se estes que sacaram não fizeram a prestação de contas deverão fazer). Portanto, não há qualquer irregularidade nisso. No entanto (Globo, Veja, DEM, PSDB, PPS e outros empresários de direita), sabendo destas contribuições internas, tentaram colar no PT uma prática delituosa. Jogaram na mídia. A mídia, em especial (Globo, Veja, Estadão e outros), viraram partidos políticos de oposição ao PT, viraram delegados, viraram investigadores e viraram juízes, sem qualquer chance de defesa (igualzinho ao período da inquisição) e tentaram colar no PT, todos os males da terra, inclusive tentaram colar no PT práticas deles. A Mídia tentou fazer uma lavagem cerebral na população, dizendo que o PT é o mais corruptos da história brasileira. Dava a impressão que a corrupção começou com a posse de Lula, no entanto a corrupção começou a ser descoberta a partir da posse do de Lula/PT no Governo Federal, antes ficava escondida. A Transparência criada pelo PT no Governo levou à descobertas de desvios quase centenários dentro do Governo, feitos em sua maioria, por empresários criminosos. Por esta razão é que no governo Lula/PT e ainda agora no Governo Dilma/PT é que estão descobrindo dos grandes roubos. Antes só eram presos “ladrões de galinhas”. Como o chamado “mensalão” foi uma farça, hoje, todos os que, através de devaneios acusaram membros do PT, em especial o Zé Dirceu e o Matheus Felipe de Castrolúbio Soares de criminosos, estão com dificuldade para justificar a acusação e a condenação pública que fizeram na época. A direita está em desespero, chegando ao ridículo de tentar montar esquema para acusar o ex-presidente Lula, de interferência no Judiciário. Não podemos esquecer que, isso já aconteceu na questão dos falsos grampos no Supremo, e também do caso do esquema chamado de “Sanguessugas”, quando descoberto, já no governo Lula, o superfaturamento de ambulâncias feito em 2001, no então Governo FHC/SERA/PSDB, respectivamente, Presidente da República e Ministro da Saúde. Neste caso segundo a mídia, o único culpado foi o churrasqueiro do Lula que queria divulgar o caso. E, ainda, não podemos esquecer do caso do banqueiro Daniel Dantas, que foi solto por duas vezes pelo Ministro Gilmar Mendes e que o único culpado, execrado na mídia foi delegado, que prendeu e algemou o banqueiro “suposto criminoso”. Cada militante que achar importante discuta essa realidade e repasse para outros. Precisamos desmascarar a mídia e todos os criminosos. 

Nadir Cardozo dos Santos. Advogado e Pedagogo – Florianópolis – SC.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

“Dilma mostra coragem ao promover mudanças estruturais”, diz Lindbergh




O SR. LINDBERGH FARIAS (Bloco/PT – RJ. Sem revisão do orador.) – Srª Presidente, Srs. Senadores, Srªs Senadoras, hoje, nós tivemos, na Comissão de Assuntos Econômicos, a presença do Ministro Mantega e uma discussão sobre a crise econômica internacional.
É fato que, cada vez mais, não podemos discutir a situação da economia brasileira desvinculada do mundo, da crise econômica internacional, em especial do acompanhamento dessa crise na Europa.
Eu queria começar minha intervenção trazendo um artigo do Prof. Luiz Carlos Bresser Pereira, ex-Ministro do Governo Fernando Henrique Cardoso, publicado, no dia de ontem, na Folha de S.Paulo.
O Prof. Bresser Pereira – já não é a primeira vez que trago artigo dele aqui, para ler – tem tido uma postura muito firme em relação à busca do desenvolvimento econômico, à critica ao que ele chama de 30 anos de políticas neoliberais no mundo.
O artigo do Prof. Bresser Pereira, “A Estadista em Construção”, começa:
Muitos serão os desafios que Dilma enfrentará; não sabemos quanta fortuna terá, mas que terá virtù.
Primeiro, foi a demissão de ministros comprometidos com a corrupção; depois, a firmeza que vem mostrando em baixar os juros, enfrentando para isso muitos interesses, inclusive os dos seus eleitores, pequenos poupadores; há alguns dias, foi o discurso na instalação da Comissão da Verdade em que fez uma bela defesa dos direitos humanos e do seu caráter suprapartidário; agora, é sua decisão histórica de, aplicando a Lei de Acesso à Informação, publicar os salários dos servidores do Executivo. Todos atos que mostram coragem e firmeza, sugerindo que a presidente brasileira é uma estadista em construção. Sua decisão que me levou a esta conclusão foi a da última semana – a de tornar pública a remuneração dos servidores públicos.
Saber quanto recebem os servidores públicos eleitos e não eleitos é um direito inconteste dos cidadãos. Mas é um direito que sempre foi negado aos brasileiros.
Quando fui ministro da Administração Federal, decidi publicar os vencimentos dos servidores públicos no “Diário Oficial". Caiu uma tempestade sobre mim. Servidores indignados vieram me falar sobre seu "direito à privacidade".
Nas democracias, em relação ao dinheiro público, não há direito à privacidade; não há o "direito" de receber valores absurdos que nada têm a ver com o nível de seu cargo.
Alguns poderão dizer que meu entusiasmo em relação à [Presidenta] é apressado.”
Aqui, meu amigo, Senador Aloysio Nunes, novamente o Ministro e Professor Bresser Pereira escreveu um artigo.
O Sr. Aloysio Nunes Ferreira (Bloco/PSDB – SP) – Grande brasileiro.
O SR. LINDBERGH FARIAS (Bloco/PT – RJ) – Grande brasileiro e amigo de V. Exª.
“Alguns poderão dizer que meu entusiasmo em relação à [Presidenta] é apressado. De fato, é cedo para dizermos que Dilma Rousseff preenche as condições muito raras que definem um estadista. Mas estou dizendo que ela está "se construindo" como estadista. Ela está demonstrando a firmeza e a coragem que são necessárias.
Mas não basta isso. Conforme disse classicamente Maquiavel, além da "virtù", o príncipe necessita da fortuna. "Virtù" não significa apenas virtude, e sim competência para governar, discernimento ao tomar decisões, capacidade de fazer compromissos e, finalmente, bom êxito em seu governo. O que depende também da sorte -da fortuna.
Estadista é o governante que tem a visão do todo, olha para o futuro e tem a coragem de buscá-lo, confrontando os interesses de muitos, inclusive dos seus seguidores. É quem conhece seu país, sabe quais são seus grandes problemas e contribui para resolvê-los.
Os estadistas são geralmente identificados nas guerras em defesa de seu país, mas podem sê-lo em momentos decisivos de seu desenvolvimento econômico e social.
O estadista brasileiro do século 20 foi Getúlio Vargas, porque comandou a revolução nacional e industrial brasileira. A [Presidenta] Dilma poderá ser uma nova estadista, agora em um contexto democrático, se lograr vencer os dois grandes males brasileiros: a corrupção de suas elites e [aí entra o tema a que quero me dedicar na questão econômica] a armadilha da alta taxa de juros e do câmbio sobrevalorizado.
Em seu discurso na instalação da Comissão da Verdade, a presidente declarou: "A verdade é algo tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão... é, sobretudo, o contrário do esquecimento".
Deixo esta bela frase [conclui assim o Ministro Bresser Pereira] como fecho desta coluna. Muitos serão ainda os desafios que Dilma terá que enfrentar; não sabemos quanta fortuna terá, mas já sabemos que terá “virtù”.
Este foi o artigo do Ministro Bresser Pereira publicado ontem no jornal Folha de S.Paulo.
Hoje tivemos um debate na Comissão de Assuntos Econômicos sobre a crise econômica. Nós sabemos que essa crise vai atingir todos os países do mundo. Mas eu falava desse artigo “Estadista em Construção” porque, sinceramente, acredito que a nossa Presidenta tem se portado desde o início do debate dessa crise econômica internacional com muita firmeza.
O que a gente vê no mundo é a falta de rumo, é a ideia predominante de que podemos resolver essa crise apenas com esses planos de austeridade, que foram implantados aqui na América Latina na década de 90. Não adianta, cria um círculo de autodestruição. Veja a situação da Espanha: 23% de desemprego. O desemprego de jovens é de 50%. Corte profundo de políticas sociais, aumento de demissões, redução do salário dos servidores públicos, tudo isso cria o quê? Cria mais desemprego, diminui a arrecadação e aumenta o endividamento público.
Aqui no Brasil, nós reduzimos o endividamento público quando o Brasil cresceu. Quando o Presidente Lula entrou, no seu primeiro ano, a dívida pública em relação ao PIB era de 60%; hoje está em 37%, porque, quando o País cresceu, nós pudemos ir por outro caminho.
Pois bem. Mas a Presidenta Dilma, desde o primeiro momento, está tendo uma postura firme em todos os fóruns internacionais, dizendo que não bastam esses planos de austeridade, que é preciso buscar o crescimento, falando da experiência brasileira. Porque, sim, nós temos uma experiência brasileira que foi o governo do Presidente Lula, que colocou 40 milhões de pessoas na classe média. Vinte e oito milhões saíram da pobreza absoluta. Foram criados 17,5 milhões de empregos nesses últimos nove anos. Nós conseguimos alcançar uma política de crescimento porque houve inclusão social.
Mas a Presidenta era uma voz quase isolada em todos esses fóruns, em todos esses organismos. Agora há a nossa expectativa com a vitória francesa do Partido Socialista, do François Hollande, que foi eleito com esse discurso de que é preciso encontrar outro caminho, é preciso encontrar outra forma que preveja consolidação fiscal, mas que preveja crescimento econômico.
Nós estamos aqui numa grande torcida pelo Presidente da França que assumiu recentemente, François Hollande. Sabemos que não é simples. A lógica que domina a Europa hoje, principalmente a partir da Alemanha, é muito difícil de ser vencida.
Mas há um desejo explícito do povo na Europa. Agora, no dia 17 de junho, Senador Aloysio, haverá eleições na Grécia. Agora, o povo está sendo chamado a opinar. Hoje, na audiência com o Ministro Mantega, eu perguntava se estamos preparados aqui para um agravamento da crise econômica na Europa, porque, nas eleições gregas, que vamos ter agora, no dia 17 de junho, o que indicam as novas pesquisas é que o povo claramente rejeita essas políticas de austeridade. Lá, um partido de coalizão radical de esquerda, que tinha 4% dos votos há dois meses, fez 16% na última eleição e lidera agora com 25%. O Partido Comunista também cresceu. E cresce o sentimento de que a Grécia não aguenta mais o aperto que está sendo imposto. Pois bem, essa eleição é no dia 17 de junho. E, concretamente, eu, este modesto Senador que não é nenhum economista, olhando o quadro econômico da Europa, vejo um agravamento dessa situação e temos de estar preparados aqui para tomar as medidas que forem necessárias. É o debate do País, que tem de unir situação e oposição, para pensar os desafios. Eu acho que a Presidenta acertou.
E vale dizer aqui algo sobre o Banco Central. Quando daquela decisão que foi muito contestada no ano passado, em agosto, quando começou o ciclo de derrubada da taxa de juros, baixando 0,5%, eu me lembro de que foi uma gritaria neste País: “Ah, estamos abrindo mão do compromisso de combate à inflação, o Banco Central está perdendo a sua autonomia”. Eu fico pensando se o Banco Central não tivesse tomado aquelas medidas.
Mas, quando falo da Dilma, uma estadista em construção, como diz o Ministro Bresser Pereira, é porque temos de reconhecer: têm mudanças estruturais sendo feitas nesse debate da crise. Essa política em relação aos juros não é pouca coisa. A coragem e a firmeza dessa mulher em relação à taxa Selic, ao entrar no debate da poupança, ao dialogar com as pessoas da sua base, quando todo mundo dizia “Ah, não, vão ter perdas políticas”, ela enfrentou aquilo naquele momento. O debate dos spreads bancários é um debate corajoso feito pela Presidenta da República. Temos o segundo maior spread - só perdemos de Zimbábue. Eu fico vendo aqui vários argumentos que se levantam, mas a verdade é preciso que se diga...
(Interrupção do som.)
(A Srª Presidente faz soar a campainha.)

O SR. LINDBERGH FARIAS (Bloco/PT - RJ) – Só para encerrar.
A taxa dos lucros dos bancos no spread é de mais de 34%. Eu trago aqui o estudo do Fundo Monetário Internacional, dizendo que o retorno médio dos bancos brasileiros sobre o seu patrimônio líquido é o maior do mundo, dez vezes maior que o dos bancos americanos: aqui, 27,3%; nos Estados Unidos, 2,4%, 6,9%.
Então, acho que a Presidenta está sendo firme e está tomando decisões corajosas.
Agora, a minha avaliação, a deste modesto Senador, é a de que vamos ter um agravamento dessa crise econômica e
e que novas medidas vão ter de ser tomadas.
Chamo a atenção, porque talvez seja necessário um afrouxamento fiscal, para que façamos mais investimentos. Sinto que, desse arranjo macroeconômico que deu certo até agora, em relação à política de juros, vamos ter de caminhar para o afrouxamento fiscal, porque há uma coisa – concluo, dizendo isso – de que não podemos abrir mão – este é um compromisso do Presidente Lula e da Presidenta Dilma –, que é...
(Interrupção do som.)
O SR. LINDBERGH FARIAS (Bloco/PT – RJ) – ... manter as taxas de empregos. Isso nos dá orgulho, e disso não vamos abrir mão.
Não vamos deixar que o desemprego cresça em nosso País, quando atingimos as menores taxas da nossa história, com menos de 6% de desemprego em nosso País.
Muit
o obrigado, Presidenta Marta Suplicy.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Mensagem de Lula emociona convidados em premiação na Holanda


A cerimônia de entrega dos prêmios das “Quatro Liberdades”, da Fundação Roosevelt, aconteceu neste sábado (12), na histórica cidade medieval de Middelburg, no sul da Holanda, de onde emigraram os antepassados de Franklin Delano Roosevelt. Cerca de 400 convidados acompanharam a cerimônia, que contou com a presença da rainha Beatrix e do primeiro ministro dos Países Baixos, Mark Rutte, entre outras autoridades de governo e membros da sociedade holandesa.
A Diretora do Instituto Lula, Clara Ant, recebeu a medalha das mãos do primeiro minsitro holandês, representando Lula, que não pôde viajar por remendação médica. Ela relata que a mensagem em vídeo enviada por Lula “emocionou fortemente grande parte dos presentes, de tal maneira que a governadora da província da Zelândia, Karla M. H. Peijs, pediu publicamente e em nome de todos os presentes que Clara transmitisse ao ex-presidente Lula os votos de uma rápida e completa recuperação”.
O Ex-presidente Lula foi homenageado com o prêmio principal, a medalha de ouro que reúne simbolicamente as quatro liberdades (de opinião e expressão, de culto, liberdade das privações e liberdade dos temores).
O primeiro minsitro Mark Rutte fez um elogio à trajetoria pessoal e política do ex-presidente Lula, enfatizando sua liderança na condução do Brasil ao patamar atual com mais crescimento, mais inclusão e democracia.
De acordo com o emabaixador do Brasil na Holanda, José Artur Denot Medeiros, a cerimônia deste sábado representa “um reconhecimento público da obra política e social do ex-presidente Lula, que elevou ao mais alto nível a imagem do Brasil neste pais e também na Europa”.
Os demais laureados receberam medalhas de prata, cada uma relacionada a uma liberdade específica. O prêmio principal, recebido pelo ex-presidente Lula já foi, no passado, outorgado também a Nelson Mandela, ao bispo Desmond Tutu e ao ex-presidente americano Jimmy Carter.
O Four Freedoms Awards
A homenagem é concedida desde 1982 a pessoas e instituições que se engajaram para proteger a liberdade usando instrumentos pacíficos. A cerimônia de premiação aconteceu neste sábado, 12 de maio, em Middelburg, na Holanda. Além do homenageado principal, pelo conjunto das quatro liberdades, a Roosevelt Stichting concedeu outras quatro medalhas:
Liberdade de opinião e expressão: Al Jazeera
Liberdade de culto: arcebispo Bartholomew I
Liberdade das privações: Ela Ramesh Bhatt
Liberdade dos temores: Hussain al-Shahristani
Saiba mais sobre o prêmio no site da oficial do Four Freedoms Awards (em inglês): www.fourfreedoms.nl
Clique aqui para ver o vídeo da mensagem de agradecimento de Lula.

Protesto e cautela à Comissão da Verdade - Correio


Antes mesmo de o colegiado tomar posse, discussão sobre a ditadura acirra ânimos. Políticos não querem revanchismo e manifestantes cobram punição a tor turadores
IVAN IUNES
A dois dias do anúncio oficial da instalação da Comissão da Verdade, que analisará violações de direitos humanos no Brasil durante o regime militar, manifestantes e autoridades divergiram ontem quanto aos poderes do colegiado. De um lado, cerca de 250 pessoas foram às ruas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Guarujá (SP) para pedir o julgamento dos acusados de torturas. Do outro, o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ressaltaram que o caráter do grupo não será de vingança ou revanchismo, mas de revisão histórica. Temer chegou a falar que a comissão tem como mote “pacificar” o país.
“Eu acho que a apuração da verdade dos fatos vai, na verdade, em vez de tumultuar o país, pacificar o país”, disse Temer, durante sessão em homenagem ao PMDB no Senado. Já Fernando Henrique, que recebeu durante o fim de semana o prêmio Kluge da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, por sua obra acadêmica, pediu que a Comissão da Verdade adote como modelo de atuação o colegiado da África do Sul, responsável por revisar os abusos cometidos durante o regime do apartheid. “Espero que as pessoas tenham equilíbrio para não transformar aquilo em vendeta. São 40 anos passados. É bom que saibamos da história, para nunca mais repeti-la. Mas o nunca mais começa por não tomarmos posições vingativas”, afirmou FHC.
Em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Guarujá, os manifestantes fizeram atos para pressionar pelo julgamento de supostos torturadores. No litoral paulista, cerca de 100 pessoas protestaram em frente à casa do tenente-coronel reformado Maurício Lopes Lima, apontado como torturador pela própria presidente Dilma Rousseff, durante depoimento à Justiça Militar em 1970. Na capital fluminense, 50 pessoas foram à residência do general da reserva José Antônio Nogueira Belham. Ele comandava o Doi-Codi no Rio quando o deputado Rubens Paiva foi preso, torturado e morto, em 1971. Em Minas, outra centena de manifestantes pediu o julgamento e a condenação de João Bosco Nacif da Silva, médico-legista da Polícia Civil durante a ditadura. Protestos pontuais também foram verificados em outras nove cidades, incluindo sete capitais.

Palocci recebe censura ética
O Conselho de Ética da Presidência decidiu aplicar uma censura ética contra o ex-ministro da Casa Civil Antônio Palocci, na noite de ontem. Por quatro votos a três, os conselheiros optaram pela sanção por conta de o ex-ministro não ter declarado as consultorias que oferecia em sua Declaração Confidencial de Informações — documento que ocupantes de altos cargos do governo federal devem apresentar quando tomam posse. A sanção é a máxima aplicada para servidores que já deixaram o cargo. Na época, Palocci deixou a pasta após denúncias revelarem o aumento em 20 vezes de seu patrimônio entre 2006 e 2010.
Brasil Carinhoso no Planalto
A presidente Dilma Rousseff lançou , na tarde de ontem, no Palácio do Planalto, o programa Brasil Carinhoso, um dia depois de anunciar a iniciativa em cadeia nacional de rádio e tevê no Dia das Mães. Será implementada uma série de ações em três eixos para atender as crianças na primeira infância, de até 6 anos. Dentro do Brasil sem Miséria, será paga uma complementação às famílias que vivam abaixo da linha da pobreza extrema, de modo que se tenha uma renda per capita mínima de R$ 70. Também haverá reforço no programa Saúde na Escola e será oferecida complementação de ferro e de vitamina A por meio do Farmácia Popular. Por fim, serão construídas 1.512 creches. O Brasil Carinhoso deve gastar R$ 10 bilhões até 2014.