quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dilma deve reduzir burocracia para combater corrupção, diz ‘FT’

Dilma Rousseff
O combate à corrupção no Brasil não depende apenas da troca de funcionários
Dilma perdeu três ministros por denúncias de corrupção nos últimos três meses
envolvidos em acusações, como vem fazendo a presidente Dilma Rousseff, mas requer também um combate à burocracia que dá margem à corrupção, na avaliação de editorial publicado nesta quarta-feira pelo diário econômico britânico Financial Times.

O jornal observa que Dilma teve "três meses desconfortavelmente atribulados" com a perda de três de seus ministros em meio a denúncias de corrupção e afirma que a postura inflexível da presidente sobre a corrupção é "um abandono bem-vindo da atitude permissiva que caracterizou a política brasileira por muito tempo".
O editorial avalia ainda que a atitude de Dilma é também "mais um sinal de que ela está imprimindo a sua própria autoridade sobre o governo que herdou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
O Financial Times cita uma estimativa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de que a corrupção custa ao país cerca de 2% do PIB e diz que "para o Brasil atingir seu potencial econômico, a corrupção precisa ser combatida com vigor".

A favor

O jornal comenta que Dilma tem vários fatores a seu favor no combate à corrupção. "Seus índices de aprovação são bons. Sua maioria no Congresso é suficientemente grande para sobreviver à deserção de partidos menores. E talvez o mais importante, o milagre econômico brasileiro criou uma crescente e ruidosa classe média para quem o combate à corrupção é uma questão importante. Ela não deve desanimar", diz.
Para o FT, no entanto, Dilma "precisa mais do que novos funcionários". "Ela precisa também combater a burocracia excessiva que simplesmente alimenta a corrupção. Uma reforma tributária mais vigorosa seria um bom lugar para começar", afirma o texto.
O editorial cita uma estimativa do Banco Mundial de que as empresas brasileiras gastam 2.600 horas anuais para formular suas declarações de impostos e observa que "enquanto o cumprimento das leis empresariais no Brasil for tão complicado, funcionários corruptos serão sempre capazes de fazer um dinheiro rápido em troca de favores".
Para o jornal, além de ajudar no combate à corrupção, uma reforma tributária teria também o efeito de melhorar a competitividade da economia brasileira e poderia ajudar a evitar os efeitos negativos de uma possível queda nas cotações das commodities.
"A sra. Rousseff sabe disso e, como muitos de seus antecessores, vem propondo uma reforma geral do sistema tributário. Ao contrário deles, ela precisa cumprir a promessa", conclui o editorial.

Os sofismas contra o financiamento público de campanha

84% dos eleitores veem doações de empresas como fonte de corrupção, mas 81% são contrários ao financiamento público. Pudera: somos bombardeados com imagens de corruptos sem jamais ficar sabendo quem são os corruptores.


Aqui e acolá, o jornalismo brasileiro anda sofismando com o tema do financiamento público de campanhas eleitorais. Os recursos retóricos são os conhecidos: inconsistências lógicas, non sequiturs, falsos silogismos, analogias enganosas, enfim, a matéria de todos os dias da imprensa brasileira. Em boa parte dos casos, a coisa se resume a uma ou outra versão de um conhecido sofisma: o jornalista reconhece que o conluio entre o dinheiro privado e o Estado é a fonte da corrupção, mas retruca que o financiamento público não acabará com ela. Em termos formais, é como descartar a Lei Maria da Penha dizendo que ela não acaba com a violência contra as mulheres. Ora, não façamos nada, então? Eliminemos, pois, o artigo 121 do Código Penal, já que homicídios continuam acontecendo por aí. E voltemos ao mundo de Hobbes.
O debate é difícil, porque esse raciocínio sofístico já está tão arraigado no senso comum – alimentado por uma imprensa que sempre noticia a corrupção do agente público, mas nunca quem é o corruptor – que uma felicíssima pesquisa da agência de comunicação APPM, publicada por Carta Capital, colocou os pingos nos i’s. Os números são sensacionais e quem conhece o senso comum não duvidará de sua veracidade. Se perguntados se são contra ou favor da corrupção, claro, 100% dos eleitores, ou algo próximo disso, se declararia contrário. Nada menos que 84% por cento dos eleitores pesquisados disseram que o fato de um candidato receber doações de empresas aumenta as chances de corrupção política. Ou seja, o eleitor sabe de onde vem a grana que corrompe, mesmo que 45% não saiba que o modelo brasileiro atual mescla dinheiro privado e dinheiro público (do fundo partidário e da isenção fiscal do horário político em TV e rádio). No entanto – e eis aqui o pulo do gato –, nada menos que 81% por cento dos eleitores se declara contra o financiamento público de campanhas.
Não é sensacional? Ele sabe que é a doação privada que corrompe, mas é contra o financiamento público. Como explicar essa bizarríssima combinação? Ora, é muito simples: a esmagadora maioria do eleitorado não sabe que, com o financiamento privado, ele também está pagando a conta. Com a singela diferença de que não temos contabilidade da coisa. A empresa repassa os valores gastos aos produtos ou, pura e simplesmente, recolhe depois, via corrupção, as benesses em nome das quais investiu no político. Paga-se a conta sem saber, porque, afinal de contas, “dar dinheiro público para político” não pode. Só pode se não houver contabilidade, porque aí, claro, mantemos nosso direito de gritar contra os safados dos políticos e “toda essa corrupção que está aí”. O financiamento privado é despolitizador por excelência, pois favorece o discurso que reduz a política à moral.
O jornalista Elio Gaspari cometeu uma espantosa sequência de sofismas em seu recente libelo contra o financiamento público. Limito-me a citar o parágrafo que trata dos EUA:
A proposta [de financiamento público] instala uma ditadura financeira dos partidos. No atual sistema, os diretores das empresas privadas tiram dinheiro do cofre dos acionistas e jogam-no nas campanhas de seus candidatos. Esse tipo de financiamento poderia ser limitado, ou mesmo proibido, como sucede nos Estados Unidos. Lá, nas últimas décadas, ao longo de 16 eleições, apenas 18 bilionários tiraram de seus bolsos quantias que, somadas, superaram a marca de US$ 1 milhão. Todas as doações desses magnatas totalizaram US$ 41,6 milhões. Na última eleição brasileira, sozinha, a Camargo Correa doou o equivalente a US$ 51 milhões do patrimônio seus acionistas.
Nada do que Gaspari diz aqui é incorreto, mas o problema está no que ele omite. Parece-me espantoso que alguém argumente contra o financiamento público usando como referência justamente os EUA, país onde o dinheiro corrompeu todo o sistema político. Porque se é verdade, como diz Gaspari, que poucos bilionários contribuíram a campanhas eleitorais com quantias vultuosas, também é verdade que Gaspari omite as duas grandes fontes de circulação de grana no sistema político dos EUA: as 527s e o chamado soft money. Para esses enormes balcões de negócios, não há nenhum limite. O resultado é o que temos hoje: 86% dos cidadãos norte-americanos desaprovam o Congresso do país, mas não têm nenhuma condição de mudá-lo. Realmente, deve ser uma beleza de sistema, prontinho para o Brasil copiar.
Em primeiro lugar, só num sentido bem superficial é verdadeiro que as empresas não podem financiar campanhas nos EUA. Sim, elas não podem doar dinheiro diretamente a um candidato. Mas, especialmente depois da decisão da Suprema Corte Citizens United vs. Federal Electoral Commission (que quem tiver paciência pode ler na íntegra aqui), os limites praticamente inexistem, porque a própria legislação cria as alternativas para o capital. Comentando na época, Nathaniel Persily, professor de ciência política em Columbia University, afirmou: “esta decisão só não abriu totalmente as porteiras para o capital privado porque, para começar, as porteiras já estavam abertas”.
Uma corporação não pode doar dinheiro a um candidato nos EUA, mas pode criar, para esse objetivo, uma PAC (Political Action Committee). Ali os limites já não são US$1.000,00 por ano, como é o caso dos indivíduos, mas pulam para US$ 5.000,00. Ainda é um valor razoável, certo? Sim, se não existisse a instituição do soft money – o dinheiro que não é doado explicitamente para uma campanha eleitoral, mas dado ao partido político ou a organizações político-propagandísticas independentes (por oposição ao hard money, doado à campanha do candidato e para o qual há limites estritos). As típicas organizações receptoras do soft money são as 527s, nomeadas a partir do código de imposto de renda que as regula. Se você não sabe o que é uma 527, você não terá condições de medir o tamanho da monstruosidade que Gaspari quer apresentar como modelo de financiamento de campanha eleitoral.
Não há qualquer limite para doações às 527s. A contrapartida é que ela não pode pedir votos explicitamente para um candidato mas, na maioria dos casos, isso não é necessário. Tomemos um exemplo, a Swift Boat Veterans for Truth, uma organização 527 que investiu dezenas de milhões de dólares em comerciais de televisão que caluniavam o candidato democrata à Presidência em 2004, John Kerry, dizendo que ele havia colaborado com o inimigo na Guerra do Vietnã. Os comerciais manipulavam as posições anti-guerra abraçadas, depois da volta ao país, por um militar condecorado, em favor, evidentemente, do seu único adversário, George W. Bush (que, aliás, escapou da guerra por um estrategema montado por seu pai). O efeito dos comerciais foi devastador, decisivo para o resultado da eleição. Os Swift Boaters não precisavam pedir votos para Bush para que soubéssemos que trabalhavam para ele.
Aí vão, como exemplos, as quantias gastas por algumas 527s para as últimas eleições: a Republican Governors Association gastou 131 milhões de dólares. A Democratic Governors Association gastou pouco menos da metade, 64 milhões. A Citizens for Strength and Security, financiada pelo lobby das armas, levantou quase 7,2 milhões. Por aí vai. E Gaspari diz ao leitor da Folha de São Paulo que nos EUA o financiamento de campanhas por empresas privadas é “proibido”. É como se alguém me perguntasse “Quem foi Pelé?” e eu respondesse “foi o ponta-de-lança vice-campeão paulista de 1959 com o Santos”. Menti? Não. Só omiti tudo o que importa.
Comentando o atual sistema de financiamento de candidatos ao Congresso dos EUA, Michael Barone, que foi editor do Yale Law Journal e do Harvard Crimson, explica as coisas direitinho: “Uma viagem a qualquer capital estadual – por exemplo, Harrisburg, Pennsylvania ou Springfield, Illinois – lhe permite descobrir que tal ou qual pessoa na Califórnia doou US$1.000, 00. Mas permanecerá escondido aquilo que os proprietários do fundo nacional de soft money dos partidos sabem muito bem, ou seja, que esse doador da Califórnia também lhes deu um cheque de US$100.000,00. Em outras palavras, aqueles que se beneficiam do dinheiro sabem de onde ele veio, mas o público está efetivamente barrado de sabê-lo”. Esta última frase de Barone define o sistema de financiamento político que funciona nos EUA. Até as baratas de New Orleans sabem disso, mas os jornalistas brasileiros que querem apresentar o sistema dos EUA como modelo parecem não saber. Eu jamais afirmaria, claro, que eles fingem não saber porque as próprias empresas em que trabalham são doadoras.
Mas os sofismas dos jornalistas não param nos de Gaspari. Alon Feuerwerker critica o financiamento público com o seguinte argumento: O partido majoritário, por ter vencido a última eleição, terá garantida uma vantagem financeira irreversível, pois se não é razoável que a verba seja igualmente distribuída pelas legendas, o único critério alternativo é o apoio obtido na última eleição.
Segundo o raciocínio do Alon, será irreversível a vantagem financeira de um partido que teve, digamos, 45% dos votos sobre um partido que teve, digamos, 38% dos votos! Mais irreversível que a atual vantagem que detêm os candidatos financiados por Camargo Corrêa e Odebrecht contra os candidatos que se financiam com vaquinhas, feijoadas e contribuições de eleitores comuns! Só no jornalismo brasileiro você lê essas coisas.
O financiamento público de campanhas não acabará com a corrupção, da mesma forma como o artigo 121 do Código Penal não acaba com o homicídio. Ele criará, inclusive, um mecanismo para que se entenda de onde vem a corrupção. Porque, afinal de contas, se Gaspari argumenta, contra ele, dizendo que a eleição passada custou R$ 3,23 bilhões pelo Caixa Um, e se ele concede que, com financiamento público, ela poderia custar um terço disso, falta fazer mais um cálculo, não é, caro jornalista? Quanto a eleição passada custou pelo Caixa Dois? Claro, não sabemos. O que é espantoso que não se saiba, como afirmou a tuiteira Renata Garcia, é que, de um jeito ou de outro, somos nós que pagamos a conta. Eu não sei vocês, mas eu quero ver a contabilidade.

Jornal britânico apoia postura de Dilma contra corrupção

Fonte: www.gazetadopovo.com.br

Texto argumenta que, além de substituir ministros, presidente também deve mudar as regras que deixam a sociedade burocrática e elevam os riscos de irregularidades, numa defesa da reforma tributária.
Editorial do Financial Times (FT) desta quarta-feira apoia os esforços da presidente Dilma Rousseff no combate à corrupção no Brasil. Com o título "Vassoura nova de Dilma", o texto argumenta que ela deve, além de substituir ministros ligados a escândalos, também mudar as regras que deixam a sociedade burocrática e elevam os riscos de irregularidades, numa defesa da reforma tributária.
"A postura inflexível de Rousseff sobre a corrupção é uma ruptura bem-vinda em relação à atitude relaxada que caracterizou os políticos brasileiros por muito tempo - e mais um sinal de que ela está marcando sua própria autoridade no governo herdado de Luiz Inácio Lula da Silva", diz o editorial.
A publicação britânica cita dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) de que o custo da corrupção no Brasil fica entre R$ 50 bilhões e R$ 84 bilhões por ano, ou cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Com os grandes projetos de infraestrutura em curso, como preparação para a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, existe espaço para que os números aumentem, tanto que os ministérios do Turismo e dos Esportes estão envolvidos em denúncias, avalia o jornal.
O FT rebate o argumento de que a atitude da presidente acabará com a governabilidade. Para o jornal, Dilma tem a seu favor os bons índices de aprovação e a larga maioria no Congresso, suficiente para assimilar a saída de partidos menores da coalizão. "Talvez mais importante, o milagre econômico brasileiro criou uma classe média crescente e vociferante, para quem combater a corrupção é uma questão importante."
Entretanto, a publicação britânica acredita que a presidente não deve se limitar à mudança de quadros. Dilma precisa combater o excesso de burocracia que acaba estimulando a corrupção. Para o FT, uma reforma tributária mais vigorosa seria um bom começo, pois também melhoraria a competitividade da economia brasileira.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Juventude

Juventude

JPT divulga orientações para inscrição de comissões municipais e estaduais


Inscreva e acompanhe as comissões organizadoras dos congressos

Comissões Municipais: INSCRIÇÕES AQUI!!!

Todos os municípios deverão inscrever suas comissões municipais para organizar o Congresso da JPT no seu município até o dia 07/09/2011, clique aqui para ler o regimento.

Naqueles locais onde já existe direção eleita, ela é a própria comissão. Mas deve de qualquer forma, preencher o formulário abaixo, indicando que tem Direção eleita.

Após a inscrição, ela fica disponível no ar por 72h, cabendo recurso. Após esse prazo, sem recurso, ela é validada automaticamente e já pode convocar o Congresso Municipal, o que deve ser feito com 7 dias de antecedência da data pretendida.

1.  Para inscrever sua comissão municipal, clique aqui.

2.  Acompanhe a inscrição e validação das comissões municipais que serão convocadas até o dia 10/09/2011, clicando aqui.

3. Para recorrer sobre comissões inscritas, clique aqui. A existência de recursos contra a sua comissão estará disponível aqui.

Confira aqui os Congressos já marcados

Comissões Estaduais: INSCRIÇÕES AQUI!!!

Todos os ESTADOS deverão inscrever suas comissões para organizar o Congresso da JPT.

Naqueles locais onde já existe Direção Executiva eleita, ela é a própria comissão. Mas deve de qualquer forma, preencher o formulário abaixo.

Após a inscrição, ela fica disponível no ar por 72h, cabendo recurso. Após esse prazo, sem recurso, ela será validada e já poderá gerenciar os congresso municipais via SISJUV e convocar o Congresso Estadual.

1. Para inscrever a comissão ESTADUAL, clique aqui.

2. Acompanhe por a inscrição e validação das comissões, clique aqui.

3. Para recorrer sobre comissões inscritas, clique aqui. A existência de recursos contra a sua comissão estará disponível aqui.

II Congresso da Juventude: JPT disponibiliza pré-teses para o debate

Veja as pré-teses para o congresso que ocorrerá em novembro.

Cumprindo o prazo regimental, a Juventude do PT disponibiliza as pré-teses para o seu II Congresso, para o debate com toda a militância, sendo que até o dia 22/08 poderão ser alteradas para versões finais.
O Congresso está na rua e as idéias e propostas da diversidade da juventude petistas contribuem para a organização autônoma e de massas que vem sendo construída para a conquista dos corações e mentes dos jovens brasileiros, nesse período em que o Brasil atravessa sua janela demográfica, isto é, uma quantidade inédita de pessoas entre 15 a 29 anos em sua população, chave para impusionar o desenvolvimento nacional.

Leia abaixo as teses apresentadas:









Assessoria da JPT

Agora o poliglota FHC infarta

Terça-feira 30, agosto 2011
Depois de receber título de doutor honoris causa da universidade francesa Sciences Po, em setembro, o ex-presidente Lula vai a Gdansk. Lá, receberá o Prêmio Lech Walesa. No dia 30, dará palestra em Londres, em evento da revista “The Economist”.

Alguns prêmios de Lula

Eleito Estadista do Ano – Le Monde ( França )
Eleito Personalidade do Ano – El País ( Espanha )
Eleito Um dos 10 Homens mais influentes do Mundo – Financial Times ( Inglaterra )
Eleito Estadista do Ano – Revista Time ( EUA )
Eleito Estadista do Ano – Clarin ( Argentina )
Prêmio Único Estadista Global – Forum Econômico ( Davos – Suíça )
Lula -> 87% de Aprovação Pessoal pelo Povo BrasileiroGoverno Lula -> 76% de Aprovação dos profissionais liberais brasileiros como engenheiros, economistas, advogados, médicos, dentistas e milhões de outros cidadãos com diploma de curso superior.
O ex-presidente Lula recebeu  o prêmio World Food Prize 2011, dado a líderes mundiais que atuam no combate à fome.
A escolha foi anunciada pela nesta terça-feira, em Washington.
Por

Governo Federal Lança página no Facebook.

www.facebook.com/governofederalbrasil?sk=info

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

SP: Rui Falcão quer participação popular via internet

Projeto de autoria do deputado regulamenta iniciativa popular na rede



O projeto de lei º 162/2008 de autoria do deputado Rui Falcão (PT), que regulamenta a iniciativa popular por meio da rede mundial de computadores (internet), está pronto para ser votado na Assembleia Legislativa. “Se o projeto for aprovado aproximaremos a população paulista da Assembléia e desenvolveremos o espírito da cidadania em todas as pessoas que hoje se vêem distante da discussão parlamentar”, justifica Rui Falcão, 1º secretário da Mesa Diretora da Alesp, e presidente nacional do PT.
Conforme o autor da proposta, a iniciativa popular prevista na Constituição do Estado de São Paulo será realizada com assinaturas digitais, mediante adesão via rede mundial de computadores. A assinatura será efetuada por programa que ateste sua originalidade, por meio de cadastro prévio que constem dados como nome completo e filiação; número da cédula de identidade; número do título de eleitor e endereço residencial e de correio eletrônico.
A coleta das assinaturas será realizada por meio do sítio na rede mundial da Assembléia Legislativa, assegurando ao eleitor o conhecimento completo da propositura que pretende assinar. A Assembleia também poderá criar um sistema de certificação digital ou implementá-lo mediante convênio. “A certificação digital é algo corrente e já vem sendo utilizada em diversos órgãos públicos, agilizando o tramite de emissão de certidões, processos judiciais e conferência de dados”, observa Falcão.
O deputado lembra que atualmente todo o processo legislativo pode ser acompanhado de qualquer lugar do mundo, possibilitando maior transparência e legitimidade ao encaminhamento das proposituras. “Todavia, a participação popular na confecção de leis ainda encontra um grande obstáculo na mobilização e cumprimento dos requisitos constitucionais”, observa.
Entre os obstáculos, cita que muitas vezes compromissos pessoais e profissionais impedem o trânsito de pessoas a postos de coletas de assinaturas e ainda o exíguo tempo que esses postos são colocados a disposição do cidadão. “Todos os obstáculos dificultam também uma análise mais profunda do texto da propositura ou melhor discussão quanto a seu conteúdo”, comenta.
“A possibilidade de discussão e assinatura por meio da rede mundial de computadores amplia a democracia e a cidadania. Diversas associações e cidadãos com boas idéias e com o espírito para mudar a realidade do Estado poderão desenvolver projetos e apresentar para Assembleia, sem a necessidade de percorrer uma longa estrada e despender de um precioso tempo para angariar assinatura”, acrescenta Falcão.
(Site do Mandato de Rui Falcão)

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Reunião Macro Sorocaba / PT/SP


Companheir@,
Por determinação da Executiva Estadual do PT/SP, dirigentes petistas de todas as regiões do estado devem se reunir neste sábado, dia 27 de agosto, para um balanço de nossa situação eleitoral.
Em nossa Macro, a reunião acontecerá em Sorocaba, na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário (Rua Humberto de Campos, n° 680 – Jardim Zulmira – travessa da Avenida General Carneiro), à partir das 10h.


Pauta:

     . 1 – Tática Eleitoral (atualização da situação município a município da região);
     . 2 – Organização Partidária (atualização da situação do partido após a realização do PEDEX).
    
É fundamental que tenhamos a participação de um grande número de dirigentes, principalmente os Presidentes e membros das Executivas dos DMs, além de toda a Coordenação da Macro.

     Contamos com sua valiosa participação.

PT, Saudações!

Maurício Ruiz (Coordenador da Macro Sorocaba)
Mara Mello (Secretária de Formação da Macro Sorocaba)
Paulo Henrique Soranz (membro da Executiva do PT/SP)


Reunião Macro Sorocaba / PT/SP
27/08/2011 – sábado 10hs.
Local: Sindicato do Vestuário de Sorocaba – Rua Humberto de Campos, 680 (travessa da avenida General Carneiro)

Saudações Petistas;
Mauricio Ruiz
Coordenador Macro Sorocaba
11-96826399
15-32342008

ELEIÇÕES 2012

Fonte: A construção do nosso projeto: Governos Lula e Dilma



64. O Partido dos Trabalhadores no estado de São Paulo se prepara para um grande embate político-eleitoral. Em 2012, o nosso  projeto estará em disputa em cada cidade paulista.


65. Fortalecer a organização partidária em todos os municípios, construir programas que dialoguem com a realidade de cada  cidade e construir uma política de  alianças sólida com os movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais,  são tarefas  primordiais para ampliarmos o número de prefeituras governadas pelo partido ou em alianças e eleger o maior número de 
vereadores do PT na maioria dos municípios paulistas.


66. Por  se  tratar  do maior  colégio  eleitoral  da  federação,  se  bem  sucedido nessa empreitada, o PT paulista acumulará forças  com os movimentos sindicais, populares e sociais  para  chegar  em  2014  em  condições  de  dar  uma  contribuição  determinante  para a reeleição da companheira Dilma, consolidando o nosso projeto de nação e de liderar uma ampla política de alianças  com tais movimentos que dará fim à hegemonia tucana, ganhando o governo do estado de São Paulo.


67.  A  forte  unidade  de  ação  partidária  será  a  garantia  do  sucesso  dos  objetivos  acima.  Por  outro  lado,  essa  unidade  deve  se  expressar concretamente em cada município por meio de uma tática eleitoral precisa, cujo fio condutor seja a capacidade de  convencer o conjunto do eleitorado a optar pelo modo petista de governar.


68.  A  capacidade  do  partido  de  demonstrar  o  sucesso  em  curso do governo federal será um instrumento eficiente para o  convencimento do povo acerca do nosso projeto em cada cidade. Não haverá vitória dissociada do governo Dilma, o que  implica, desde já, desenvolvermos uma política de alianças no espectro partidário de sustentação ao governo federal.


69. Esta lógica de disputa nos impede de apoiar candidaturas do PSDB, DEM e PPS, por serem estas siglas pilares de sustentação  da oposição ao nosso projeto de governo no plano federal. Apoiar candidatos majoritários dos partidos que enfrentam o nosso projeto  significa construir palanques contra a reeleição da presidenta Dilma e contra o nosso projeto no estado de São Paulo.  O PT  Estadual, juntamente com o PT da Capital, reafirma sua oposição a Kassab e ao PSDB na cidade. Por isso, o PT terá  candidatura própria à Prefeitura de São Paulo em 2012, por sua importância estratégica para o nosso projeto estadual e  nacional em 2014;

70.  Nossa  tática  eleitoral  deve  dar  uma  atenção  especial  às  cidades  governadas  pelo  PT  e  para  aquelas cidades-sedes de  redes de TV e rádio por serem irradiadoras da propaganda eleitoral para as diversas regiões do Estado. Deveremos também,  por meio da organização e fortalecimento das Macros, criar uma estrutura para os médios e pequenos municípios, fortalecendo  o PT para a  disputa do nosso projeto em cada cidade paulista. Nosso objetivo é termos candidaturas próprias ou estarmos em  alianças nas 645 cidades de São Paulo.


71. Os delegados reunidos no encontro das Macrorregiões na cidade de Sumaré, decidem:
a. Procurar lançar chapas completas de candidatos (as) a prefeito (as) e vereador (as) em todos os municípios do estado de  São Paulo:
a) onde acumulamos forças capazes de ganhar as eleições; 
b) buscar atrair aliados que possam contribuir  programática e  eleitoralmente com nossos candidatos e candidatas; 
c) quando, para o nosso fortalecimento, o melhor for  apoiar candidato (a) majoritário (a) de outros partidos, sempre fazer com o objetivo de fortalecer o nosso palanque para as 
eleições de 2014, quando faremos o confronto de projetos, tanto no estado, como na disputa do nosso projeto nacional; 
b. Orientar as direções municipais nas cidades onde governamos e nas quais haverá reeleição, a somar esforços para garantir  a unidade partidária em torno dos nossos prefeitos, prefeitas e vices, garantindo a continuidade dos nossos governos, reelegendo  nossos companheiros ou companheiras;
c. Consolidar, em cada cidade, alianças com partidos da base de apoio ao governo Dilma para construir programas e táticas 
eleitorais comuns com vistas às disputas de 2012;
d.  Proibir  qualquer  tipo  de  apoio  a  candidatos  ou  candidatas  a  prefeito  e  prefeita  do  PSDB,  DEM  e  PPS  no  Estado  de  São  Paulo nas eleições 2012 por incompatibilidade de projeto político;
e. Orientar e envolver as direções municipais nas cidades onde governamos a buscar todos os esforços de negociação com  sindicatos que representam os servidores públicos com o objetivo de valorizar os trabalhadores e avançar na qualidade dos  serviços


72.  Nós,  delegados  e  delegadas do PT reunidos na cidade de Sumaré (SP), conclamamos a militância partidária e  simpatizantes a somar esforços em torno das idéias, propostas e orientações aqui expostas para garantirmos uma ampla  unidade partidária na defesa do Governo da presidenta Dilma, no aprofundamento das conquistas democráticas do nosso país,  das conquistas econômicas e sociais em curso desde 2003 e na construção de uma alternativa programática ao governo  liderado pelo PSDB em nosso estado.


73. Estamos seguros de que o crescimento eleitoral do PT e aliados em São Paulo nas eleições 2012 é parte do acúmulo de  forças para construir nossa vitória em 2014.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Educação é fundamental para Brasil ser a quinta maior economia mundial, diz Newton Lima

Fonte: www.pt.org.br


Ex-reitor da Universidade de São Carlos e prefeito da cidade, o deputado federal Newton Lima (PT-SP) comemora avanços no ensino técnico.


“É fundamentalmente termos na educação a ciência e a tecnologia. Inclusive em especial, na discussão do Plano Nacional da Educação, de um lado, e o tema da banda larga de outro lado, na ciência e tecnologia. São as duas vertentes do governo, que para mim, garantirão o Brasil como a quinta potência mundial, com sustentabilidade, com inclusão social. Ou seja, educação com inovação. São as duas áreas que no meu entendimento, são aqui no mundo o passaporte para construção de um país mais justo, mais igual, e sobre tudo mais forte economicamente e com sustentabilidade”.
Segundo Newton Lima, o momento da educação brasileira é histórico, e para o sucesso, deve contar com a participação de todos. “Prefeitos, governadores e governo federal devem estar absolutamente comprometidos com essas duas temáticas. E nossas contribuições certamente vêm no sentido de aperfeiçoar, os maiores programas da história da educação técnica no Brasil, que vem cobrindo um lapso enorme. Durante muitos anos, que só o Presidente Lula conseguiu avançar quando criou 214 escolas técnicas no Brasil”.
O deputado alerta que estamos à beira de um apagão profissional, e que os cursos técnicos são fundamentais para que o país continue crescendo. “Há carência em todas as áreas, da construção civil às indústrias petrolíferas. E agora com o Pronatec, da presidenta Dilma, associada também ao programa que vai levar 75 mil jovens alunos para o exterior por um ano. E com graduação e pós-graduação na área de engenharia, nós certamente vamos responder positivamente essa necessidade de mão-de-obra qualificada, que todos nós reclamamos”.

Outros pontos defendidos por Newton Lima, no segundo semestre, serão as reformas, política e tributária, além de votar projetos relacionados à educação. “O Pronatec está pronto para votar, ele não vai passar o semestre todo, vai ser logo no início. Provavelmente em agosto nós votamos e consolidamos na Câmara dos Deputados e com o aperfeiçoamento do projeto, da maior envergadura que a presidenta Dilma nos oferece para a reflexão”.
Especificamente na área da educação, Newton Lima destaca a votação do Plano Nacional de Educação.
(Portal do PT)

terça-feira, 16 de agosto de 2011

IV Congresso Nacional do PT reunirá 1.350 delegados em Brasília

Evento será realizado no Brasil 21, na capital federal

Etapa extraordinária discutirá reforma do estatuto, conjuntura e eleições 2012


A Etapa Extraordinária do IV Congresso Nacional do PT ocorrerá nos dias 2, 3 e 4 de setembro, no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília. O evento reunirá os mesmos 1.350 delegados participantes da primeira etapa realizada em 2010 e que, entre outras decisões importantes, referendou o nome de Dilma Rousseff para disputar a Presidência da República pelo PT.
Nesta etapa extraordinária, os delegados irão discutir e aprovar as alterações no Estatuto do PT, que atualmente estão sendo debatidas pelo conjunto do partido.
Além disso, o IV Congresso do PT vai aprovar resoluções sobre Conjuntura e Eleições 2012.
Programação
O credenciamento de delegados terá início às 9 horas da sexta-feira (2). A abertura oficial do IV Congresso será realizada às 18 horas do mesmo dia.
No sábado (3) e no domingo (4) serão realizadas as discussões e votações da reforma estatutária e das resoluções. O término dos trabalhos está previsto para as 15 horas do domingo.
Participação restrita
Devido ao local onde ocorrerá o evento comportar um público de apenas 1.500 pessoas, a comissão organizadora faz um alerta sobre a necessidade de se restringir a participação de não delegados durante os três dias do IV Congresso.
O credenciamento de convidados e observadores será feito obedecendo critérios estabelecidos no regimento interno da etapa extraordinário aprovado pela direção nacional. Os organizadores do IV Congresso solicitam a compreensão de todos para o bom andamento das atividades internas do IV Congresso.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

PT DE MAIRINQUE COMEMORA 30 ANOS E FAZ ATO DE DESAGRAVO

Na última terça feira a Câmara de vereadores de Mairinque esteve repleta de petistas, simpatizantes e amigos que foram para prestar solidariedade a Vereadora Déia pelos acontecimentos ocorridos recentemente quando, por um decreto da ditadura militar, utilizado pela presidência da câmara, teve seu mandato extinto. Porém, após dois dias a justiça suspendeu os atos da presidência e Déia retomou sua cadeira de vereadora.


Também na terça feira, após o ato de desagravo em favor da vereadora Déia comemorou-se os trinta anos do PT de Mairinque.

Estiveram prestigiando o evento lideranças regionais, representantes de vereadores e de partidos de Mairinque e dirigentes do Diretório Estadual do PT. Vale destacar as presenças do vereador Teixeira, do presidente municipal do PSB, Clodoaldo Macedo, do vice-presidente municipal do PMDB, Binho Merguizo, do Secretário Estadual de Assuntos Institucionais do PT, Iduiguis Martins, da Professora Iara Bernardi e do deputado Estadual Hamilton Pereira.

O presidente municipal do PT, Professor Giovani, presidiu o evento e fez questão de afirmar que o Partido dos Trabalhadores teve sua origem na luta contra as injustiças da sociedade. "A vereadora Déia é um exemplo de dedicação ao município e seu mandato sofreu um ataque", afirmou o presidente do PT. "E hoje nós estamos aqui para mostrar que o PT continua o mesmo, continua não se conformando com as injustiças", completou.

foto Miguel Ahumada/Jornal Estância
A vereadora Déia agradeceu os inúmeros contatos e gestos de solidariedade recebidos. Falou da importância do PT. “Nos trinta anos de PT de em Mairinque a luta por justiça social e pela democracia foram os pilares da nossa militância e isso continua inabalável”, discursou Déia. Para Déia esse episódio fez com que acumulasse mais energia para continuar defendendo os interesses de Mairinque. “Quem tem as amizades que tenho e um partido como o PT para se apoiar, tem a solidariedade, tem o companheirismo e tem a energia necessária para enfrentar os obstáculos, por pior que sejam eles”, concluiu.

Após o pronunciamento dos componentes da mesa de abertura o evento se encaminhou para comemorar os trinta anos do partido em Mairinque. Foi apresentado pelo Geninho, um dos fundadores do PT de Mairinque, um conjunto de slides retratando os trinta anos do PT de Mairinque. Segundo Geninho, que foi quem produziu os slides, “comemorar trinta anos de um partido e saber somos parte dessa construção nos dá muito orgulho e força para continuar fazendo política”.

No encerramento foi cantado o tradicional parabéns com direito a bolo e as velinhas de 30 anos.


O PT e a reforma política

publicado em 09/08/2011

Por Henrique Fontana
O Partido dos Trabalhadores nasceu com uma vocação democratizadora. Por um motivo simples: para se realizarem, os interesses dos trabalhadores, que são a ampla maioria da população, precisam de uma institucionalidade baseada nos valores da liberdade e da igualdade de oportunidades para intervir no cenário político. Sem democracia, os trabalhadores estão fadados a assistirem de longe o acordo político entre as elites.
A democracia é um sistema em que cada pessoa tem o direito de dar opinião e se posicionar sobre os temas públicos e buscar, através de mediações institucionais, realizar na prática suas opiniões e defender os seus posicionamentos. Existem formas diferentes de dar vazão a esses interesses e posicionamentos - como sindicatos, associações e mesmo movimentos de ação direta -, mas a forma mais universal, aquela que possui a maior abrangência para racionalizar os interesses de determinadas parcelas da população ou, porque não dizer, de determinadas classes sociais, é o partido, uma instituição que serve para organizar as opiniões e os interesses dos vários setores em uma determinada organização social.
No Brasil, conquistamos muitas coisas nos últimos 30 anos. Mas ainda é preciso caminhar para concretizar essa visão de democracia. Assim como é fácil perceber que os próprios valores democráticos ainda não se enraizaram suficientemente na sociedade brasileira a ponto de orientar toda a estrutura do Estado e da própria sociedade. A dificuldade em tratarmos da questão da democratização da comunicação, por exemplo, é reveladora de que ainda existem setores sociais e econômicos que resistem à ideia de uma democracia plena e abrangente.
Para o PT, portanto, a reforma do atual sistema político se enquadra no rol das lutas democráticas. O financiamento público, peça fundamental da reforma, realiza a ideia da igualdade de oportunidades para os vários matizes do pensamento se apresentarem como projeto político. O voto em lista, mesmo com as mediações necessárias com a atual maioria política no parlamento, é a realização da ideia de que os partidos são os instrumentos institucionais que precisamos reforçar para a produção da mediação entre a vontade das várias partes da sociedade com a universalidade do Estado. E a consolidação do sistema proporcional é a realização do espaço plural que está na origem da ideia democrática.
Encarada desta forma, a reforma política é, provavelmente, a mais importante das reformas modernizadoras da sociedade brasileira e se constitui em uma das principais bandeiras do PT, porque com a proposta que estamos sustentando, consolidaremos um tipo de sistema político mais capaz de ampliar a consciência política da população e agregá-la aos processos decisórios. Para o PT, a reforma política é também uma reforma das práticas políticas, algo que originou a nossa própria existência como partido.
Agenda para uma reforma política possível e necessária
O debate sobre a necessidade de uma reforma política está na agenda pública de nosso país desde pelo menos a promulgação da nova Constituição, em 1988. Até agora, entretanto, não foi possível constituir uma maioria sólida capaz de efetivar mudanças no regramento eleitoral brasileiro, a não ser aquelas impostas por interesses muito conjunturais, como a extensão do mandato presidencial, durante o governo Sarney, e a introdução da reeleição através de uma emenda constitucional, aprovada de maneira muito questionável, durante o primeiro governo de FHC.
Uma das explicações para a falta de resolubilidade deste tema no âmbito do Congresso Nacional está relacionada com o paradoxo identificado por Renato Janine Ribeiro em artigo sobre o tema do financiamento das campanhas. Segundo o filósofo, ‘o paradoxo do presente debate brasileiro é que a reforma política, aqui, não é uma questão política'. O articulista explica que no Brasil o tema nem ganhou relevância na opinião pública e nem está relacionado com as divisões próprias dos partidos políticos.
É verdade que desde a manifestação de Ribeiro, o contexto desta discussão mudou e a ideia da reforma política (que talvez devêssemos chamar de reforma eleitoral) ganhou adeptos entre os partidos e entre representações importantes da opinião pública. Se isso é resultado de uma crescente hegemonia do PT e da centro-esquerda sobre os destinos do país, veremos no decorrer do processo. O importante é que é preciso politizar este debate, dando-lhe solidez político-ideológica e ampliando o espaço público da discussão. Só assim alguma reforma poderá, efetivamente, acontecer.
Digo alguma reforma, porque está claro, creio, que não estamos em busca de uma reforma que perenize o sistema político, que instaure um sistema perfeito, imutável e eterno. Queremos uma reforma que incida sobre os principais problemas do sistema político brasileiro, melhorando os instrumentos da representação política, consolidando e ampliando o processo democrático e auxiliando para que a população alcance níveis mais elevados de maturidade política.
Esse pressuposto, imagino, deve orientar a nossa tática política para a definição de alguns pontos específicos que, alterados, contribuirão para um sistema político mais moderno, representativo e democrático. Por esta razão, estamos buscando condições de maioria que nos permitam alcançar o ponto máximo de proximidade com este nosso projeto de reforma. Digo isso, porque a conjuntura e a correlação de forças no Congresso impõem às forças progressistas uma conduta de negociação para chegar a um sistema político melhor que o atual, mas não o que consideramos ideal.
Um sistema político democrático e republicano
O sistema político que queremos construir deve, basicamente, afirmar a ideia da república e aprofundar a democracia, através da qualificação da relação entre representantes e representados. Nesse sentido, estabelecemos como pontos focais de nossa proposta: a) financiamento público exclusivo das campanhas; b) voto proporcional misto; c) fidelidade partidária; d) fim das coligações proporcionais e e) ampliação da participação direta da população na política. Passo, agora, a argumentar a favor de cada um desses pontos, que em meu entender, compõem uma agenda de reformas possíveis no atual contexto político brasileiro. 
O financiamento público exclusivo das campanhas é uma necessidade fundamental para democratizar o nosso processo político. O modelo do financiamento privado origina distorções importantes na representação política, facilita a ação do poder econômico, incentivando relações de interdependência e, muitas vezes, abre caminhos para a corrupção, além de criar injustiças em um processo de competição que deveria ser baseado em regras equânimes.

O financiamento público exclusivo, portanto, tornará mais equilibrado o jogo eleitoral, estabelecendo condições mínimas de participação e um teto de recursos que será investido nos partidos com base na sua real representação. Um dos efeitos secundários, mas importante, disso será o barateamento das campanhas eleitorais, já que as campanhas serão regradas financeiramente por tetos que diminuirão profundamente a competição de caráter puramente financeiro.
Obviamente, o funcionamento desse sistema de financiamento exigirá mecanismos sólidos de transparência e fiscalização e penalidades rigorosas para quem burlar a legislação, com captação ilegal de recursos públicos ou privados. O fato é que teríamos uma campanha eleitoral mais igualitária, mais barata e que tenderia a valorizar os aspectos racionais da disputa, ao invés de investir em técnicas caríssimas de marketing eleitoral.
Voto proporcional misto para fortalecer os partidos
Dois votos: um na lista e outro nominal

A ideia do voto em lista coloca em discussão, na verdade, dois temas que estão relacionados: o da oposição entre voto proporcional e voto majoritário e a questão da lista pré-ordenada pelos partidos ou da lista aberta. Existem experiências de democracias modernas que funcionam com os dois sistemas. No Brasil o voto é proporcional e uninominal, quer dizer, o eleitor vota em um candidato que compõe uma lista apresentada pelo partido e o seu voto conta para a composição do espaço que o partido vai conquistar com a soma total dos seus votos.
Esse sistema é positivo por um lado, já que garante a representação plural de todos os pensamentos políticos no parlamento, através do critério de composição proporcional da representação, e negativo por outro, já que o voto uninominal personaliza a escolha e, portanto, não ajuda a consolidar a relação do eleitor com o partido, que é o instrumento próprio de mediação entre o cidadão e o Estado.
A proporcionalidade na eleição dos parlamentares é um elemento chave para a democracia. O voto distrital deixa, muitas vezes, fora da representação a maioria da população. Por exemplo, neste sistema, se concorrem três candidatos, cada um representando um partido, o candidato A pode fazer 35%, o B, 33% e o C, 32%. Neste caso, 65% da população não estariam representados no parlamento, pois em cada distrito apenas são considerados os votos do candidato mais votado. Os demais votos seriam perdidos. Um exemplo desta distorção causada pelo voto majoritário é o sistema inglês, onde o Partido Liberal, nos últimos 50 anos, tem recebido entorno de 15% a 25% dos votos e oscila entre 4% e 5% das cadeiras do parlamento.
Além disso, com a instituição deste sistema distrital, o Brasil seria retalhado em 513 pedaços e cada um deles elegeria um representante. Isto geraria uma tendência forte de ação dos parlamentares muito focada nas questões dos distritos e não nos grandes temas de interesse nacional. É o fenômeno apelidado de paroquialização da política.
Mas se é verdade que o sistema proporcional é vital para garantir uma democracia plural, o voto em lista é decisivo para fortalecer os partidos e construir uma nova política no Brasil, baseada na disputa de ideias e fundada na adesão a programas políticos. Hoje, mais de 80% dos eleitores esquecem em quem votaram poucos meses após o pleito eleitoral. Ocorre que o sistema de votos uninominal engendra uma relação pouco orgânica entre o eleitor e o candidato, o que gera uma verdadeira alienação do eleitor. Como não sabe em quem depositou o seu voto, não saberá de quem cobrar a representação. A própria ideia da representação fica diluída em uma relação personalista e individual, que não permite a constituição de formas de incidência do cidadão na sua própria representação. O efeito secundário disso é um afastamento do eleitor do próprio poder Legislativo, já que ele não se reconhece ali, enxergando os políticos longe dos interesses reais da população.
A lista que sugerimos deverá ser constituída com o voto secreto de todos os filiados. Este mecanismo irá reforçar as estruturas partidárias, agregando filiados interessados em participar da composição das listas eleitorais e permitindo aos eleitores uma clara diferenciação programática para o seu voto. Na lista preordenada também será garantida a indicação de a cada três candidatos um ser de sexo diferente, ou seja, dois homens e uma mulher ou duas mulheres e um homem.
Como relator da Comissão Especial da Reforma Política na Câmara dos Deputados, estou apresentando uma alternativa que, além do voto no partido, mantém a possibilidade do eleitor escolher o parlamentar de sua preferência e que aumenta a possibilidade de construir maioria para aprovação no Congresso. Trata-se de um sistema que garante ao eleitor um voto duplo, primeiro escolhendo o partido de sua preferência, votando na lista, e a seguir votando no candidato preferido. Se um partido eleger oito deputados, por exemplo, metade serão os quatro primeiros da lista e os outros quatro serão os que receberem mais votos na votação nominal.

Fidelidade partidária e fim das coligações proporcionais

Estes dois itens, como fica evidente, tratam-se de duas regras que estão totalmente relacionadas com a adoção do voto em lista e proporcional. Senão vejamos:
A ideia da proporcionalidade é a de garantir a representação real de todas as forças políticas da sociedade em um pleito eleitoral. Quando acontece coligação entre partidos no âmbito proporcional, ou seja, na eleição dos parlamentares, essa representação fica enviesada criando problemas para a própria democracia. Muitas vezes, candidatos com características político ideológicas muito diferentes se elegem por conta da performance de outros candidatos individualmente. Para garantir a manutenção e a possibilidade de crescimento dos partidos menores com perfil programático definido, defendo a viabilidade de formação de federações partidárias com prazo de funcionamento mínimo de três anos.
Já a fidelidade partidária é um princípio fundamental da regra democrática, já que o partido, neste novo contexto, seria o depositário da representação e não o parlamentar individualmente. Esse debate é complexo e vem de longe e está relacionado com o princípio da representação. Está em jogo nesta regra a ideia de uma delegação ampla e aberta ou de uma delegação específica, que permite um controle rigoroso dos eleitores, se não de todos, pelo menos de uma gama de eleitores politizados, que participaram internamente da definição da lista.
O princípio da fidelidade partidária fortalece o partido como o instrumento de mediação com a política e com o Estado e, ao mesmo tempo, garante aos eleitores mecanismos de controle da delegação do mandatário. Ao aproximar o eleitor do eleito, através da mediação do partido, cujo objetivo é sempre ampliar a sua representação e os seus filiados, a obrigação da fidelidade, estabelece vínculos orgânicos entre os deputados e os eleitores, sejam eles filiados ao partido ou não.
Participação direta da população
Por último, mas não menos importante, vou defender no relatório a ampliação da participação direta da população na política brasileira. Devemos permitir, por exemplo, que essa participação se dê não só por meio da coleta física de assinaturas nas ruas apoiando uma proposta, mas também através da apresentação de projetos de lei e emendas constitucionais de iniciativa popular com apoio das redes sociais e da internet.
Por conta do calendário, as alterações no sistema eleitoral devem passar a valer nas eleições de 2014, pois queremos que a população compreenda o novo sistema e que os partidos e a sociedade possam se preparar com tempo suficiente para isso.
*Henrique Fontana é deputado federal (PT-RS) e relator da Comissão da Reforma Política da Câmara dos Deputados.